sábado, 16 de agosto de 2008

=)

"Quando mais nada houver,
eu me erguerei cantando,
saudando a vida com meu corpo de cavalo jovem.
E numa louca corrida

entregarei meu ser ao ser do Tempo
e a minha voz à doce voz do vento.
Despojado do que já não há

solto no vazio do que ainda não veio,
minha boca cantará
cantos de alívio pelo que se foi,
cantos de espera pelo que há de vir."

Caio Fernando Abreu, como sempre.

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