"Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, até mesmo um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar."
Caio Fernando Abreu. (Pálpebras de Neblina)
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típico, né. acúmulo de coisas ruins. e que pessoas escrotas que vêm tirar o sossego e a paz da gente tomem no cu. posso ter trocentos defeitos, mas sempre fui na minha. mas comigo não tem essa, quer falar merda e atrapalhar o sossego alheio? falaê, mas tem que agüentar depois, porque eu vou no calcanhar mermo. guentaê então, féla. e ainda bem que existem os amigos. sempre salvam os dias. sempre.
ô, já fazia um tempinho que caióvski não aparecia por aqui. aí não pode. porque caio é caio. fim.
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